Particularidades do Canal do Panamá para investidores

Particularidades do Canal do Panamá para investidores, residentes e proprietários de empresas panamenhas

O Canal de Panamá é das maravilhas industriais do mundo e sem dúvida pode ser chamado de o maior canal. O trajeto do canal  é de 80 quilômetros, pelos quais ele deve sua merecida boa reputação. Os construtores e trabalhadores lutaram contra uma floresta praticamente impenetrável. Trabalhando sob chuva implacável, enfrentaram uma série de doenças tropicais, como malária e febre amarela. Mas graças ao trabalho realizado, foi aberta a mais incrível e importante rota de navegação do mundo para o tráfego de cargas do lado do Atlântico do continente americano para o Pacífico.

Graças ao Canal do Panamá, as embarcações não precisam mais circunavegar o Cabo Horn ou passar pelo Estreito de Magalhães, já que as rotas marítimas foram alteradas. O maior benefício é o das costas leste e oeste dos Estados Unidos e do Canadá, porque a distância entre a parte leste dos EUA, o Extremo Oriente e os países da América Latina tornou-se 3 vezes menor.

No que tange ao pagamento pela travessa do Canal do Panamá, a taxa não mudou de 1914 a 1973, sendo fixada por 60 anos. A soma foi destinada a cobrir as despesas da operação do canal. Mas em 1973 os panamenhos perceberam que o canal funcionava sem sucesso e elevaram a taxa a partir de 1974. Em 2006, a administração do canal anunciou que, devido à sua expansão e reconstrução, aumentaria a taxa de trânsito. A notícia causou uma tempestade de ira e indignação dos usuários do canal. Em 2012-2013, a administração do canal adotou e implementou uma resolução para transformar o sistema de preços em duas etapas, aumentando o direito de trânsito. A nova estrutura do direito de trânsito ampliou o número de setores de 8 para 10.

O setor de navios-tanque foi dividido em subsetores de petróleo, derivados de petróleo, gás liquefeito e substâncias químicas. Os excessos do tráfego recolhido são anualmente repassados ao tesouro público.

O Canal do Panamá não pode ser chamado de o mais longo em todo o mundo, nem mesmo da América do Norte, mas tem, no entanto, dimensões impressionantes, graças ao fato de por ele passarem imensos navios e pequenos iates. Possui eclusas que elevam os navios a 25 metros (80 pés) acima do nível da água, e que são uma das obras primas da engenharia do ano de 1914. O tamanho das eclusas do Canal do Panamá (Panamax) permite a passagem dos maiores navios. Panamax é um termo que descreve as dimensões dos navios que passam pelo Canal do Panamá.

A administração do canal publica todos os regulamentos nos seus “requisitos”, onde são descritos os detalhes de movimentação, conexão e design dos navios. O tamanho admissível de um navio é determinado pelas dimensões da eclusa e pela profundidade da água no canal. As medições identificam os navios que devem passar pelo canal. Os canais anteriores haviam sido construídos nas planícies, enquanto as eclusas regulavam o influxo de água no terreno irregular ou tornavam os rios navegáveis.

Um pouco de história

Em 1881, a França iniciou a construção do Canal do Panamá, com o objetivo de facilitar a passagem dos navios que navegam do Pacífico rumo ao Caribe. O resultado foi a abreviação das rotas marítimas entre numerosos países do mundo, o aumento da circulação de mercadorias, a redução do tempo em viagem e as despesas do transporte.


Vista deslumbrante da ponte das Américas e da cidade do Panamá

Depois o projeto foi apoiado pelo financista Ferdinand de Lesseps, já que o Canal de Suez havia sido concluído e o empresário estava pronto para a nova obra no Panamá. No entanto, Lesseps não estava preparado para o clima adverso. Chuvas torrenciais e deslizamentos nas montanhas tornaram-se obstáculos intransponíveis, obrigando novos esforços e trazendo numerosas doenças. Em 1889, a febre amarela atacou o Panamá. 22.000 vidas foram ceifadas na construção civil, incluindo-se aí toda a família do diretor geral do projeto Jules Dingler. O trabalho durou oito anos e custou aos investidores 287 milhões de dólares. O canal foi aperfeiçoado ao longo de 18 quilômetros (11 milhas).

A intenção de Lesseps de construir o canal ao nível do mar era ilógica, o francês desconhecia a geologia norte-americana e a linha divisória continental da América que se estende pelas poderosas montanhas rochosas do Canadá. É a região onde se formaram duas placas tectônicas, cujo choque provoca alterações no nível do mar. Mas depois que os EUA compraram o canal francês abandonado, em 1902, o mundo começou a passar por um período de novas conquistas técnicas e científicas.

O presidente Theodore Roosevelt contratou John Frank Stevens para a engenharia geral do projeto por saber como usar o sistema de eclusas para elevar os navios ao nível das montanhas, num trabalho duplo: escavar a passagem e levar os navios a um nível do mar. Mas em seu tempo, Lesseps havia encontrado sérios obstáculos, como o rio Chagres. Devido às chuvas da estação, o rio sinuoso foi derramado, e por isso Stevens, sendo o chefe do projeto, ordenou o fechamento do rio e a formação do Lago Gatún, que faria parte da rota do Canal do Panamá.

No novo século 21 todo o trabalho manual ficou ao encargo dos guindastes e escavadeiras a vapor. O aparelhamento e, consequentemente, a tecnologia de construção do canal melhoraram. O novo canal tornou-se a maior barragem do mundo com um lago artificial. A altura da água era controlada por três séries de eclusas duplas que elevavam os navios a 25 metros (80 pés) ao adentrarem o Lago Gatun.

Foram necessários 4,5 milhões de metros cúbicos de concreto para construir as eclusas e os pilares. O uso deste sistema de eclusas é um dos mais antigos e mais complicados. Apesar da malária nociva e outros percalços durante o período de edificação, a construção do canal foi realizada como projetada.

O Canal do Panamá hoje

Quase quarenta navios atravessam diariamente o Canal do Panamá. A rota de transporte pelo Panamá é usada por 4% do comércio mundial e 16% do comércio dos Estados Unidos. O negócio floresceu, como a própria cidade. Os edifícios na exuberante zona tropical abandonada pelos franceses foram ocupados por trabalhadores americanos, que os ampliaram e restauraram, formando assim uma cidade industrial.

Graças à arquitetura moderna do canal, a cidade do Panamá se desenvolveu – a capital do país –atraindo um grande número de investidores, homens de negócios, empresários e imigrantes. O canal provocou um boom na atividade turística, pois além de ser uma das sete maravilhas da engenharia mundial, possui atrações como as águas do Caribe, o rio sinuoso, a floresta tropical e o lago artificial.

Os turistas podem atravessar o canal, por completo ou aos poucos, assim a viagem pode levar de uma a oito horas. Um dos locais turísticos é o museu de Miraflores, na cidade de Colón, em cujo andar superior há um restaurante onde é possível observar o trânsito dos navios pelo canal.

O tráfego de canais de hoje é tão intenso que os navios se enfileiram diariamente aguardando a sua vez de passar. O aumento do número de embarcações incentiva o comércio internacional e estimula sua eficácia. Mas há navios que, além de seu número, aumentam seu tamanho. As medidas do Panamax não lhes servem mais, eles têm que contornar o Cabo Horn, o que significa muitas milhas mais.

O Panamá planeja abrir uma terceira linha de navegação, para reduzir drasticamente o tempo de espera. As eclusas permitirão que mais navios passem e aumentarão o comércio na costa leste norte-americana. Hoje, os navios sobrecarregados que não correspondem às medidas Panamax circundam o canal, os portos da costa leste e vão diretamente para Los Angeles. Ao custo de viagens longas e despesas adicionais, os preços dos bens importados aumentaram, o que compromete seriamente a economia.

Os portos de Nova York e Nova Jersey investiram 800 milhões de dólares no aprofundamento do canal para poder receber navios maiores e obter lucros excedentes. Atualmente, um navio totalmente carregado pode passar para o porto sob a ponte, mas quando descarregado, sobe ao nível do mar e não consegue. O governo do Panamá está procurando novas maneiras de fazer passar os navios o mais rápido possível.

Assim é o serviço chamado de “Just In Time”, que permite monitorar embarcações a 3.200 quilômetros (2.000 milhas) do canal. Dessa forma, tudo fica preparado para a entrada. O serviço é experimental, mas já reduz o tempo de espera nas proximidades do canal.

As oportunidades evidentes do Panamá – não apenas como um centro financeiro internacional, mas também como um estado que se desenvolve no transporte marítimo – são atraentes para os migrantes de todo o mundo. No Panamá, existe um potencial ativo e interessante para pessoas de diferentes idades e estados.

Um clima magnífico, infraestrutura desenvolvida, governo atento e energético, estabilidade financeira e econômica conspiram para tornar o Panamá um dos melhores locais para negócios e imigração.

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